EUA rejeitam na ONU governança global da IA, enquanto laboratórios pedem padrões comuns
Na Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro, Donald Trump rejeitou qualquer tentativa de criar um mecanismo global para controlar a IA e afirmou que os Estados Unidos lideram a inovação na área. No dia seguinte, no Conselho de Segurança, os chefes de OpenAI, Anthropic e Hugging Face defenderam coordenação internacional e padrões comuns de avaliação de risco.
Segundo a BBC, Michael Kratsios, principal assessor de tecnologia de Trump e ex-executivo da Scale AI, admitiu que o ritmo de desenvolvimento está acelerando e que há riscos, mas disse que isso não basta "para pausar o desenvolvimento ou limitá-lo com novas estruturas de governança global". Para ele, o diálogo internacional "não pode derivar para uma governança global".
A posição americana contrasta com a das próprias empresas: no começo do mês, Dario Amodei, da Anthropic, publicou um ensaio defendendo desacelerar a IA, apoiado por Sam Altman e outros.
Anúncio
Posição oficial declarada em fórum internacional, sem medida nova.
Critério: Promessa oficial com data ou escopo, sem acesso público.
Fontes originais
- Politico Europe · TechFonte primária · original em inglês(abre em nova aba)
- BBC · Tecnologiaoriginal em inglês(abre em nova aba)
- IT Forumoriginal em português(abre em nova aba)
Resumo escrito com palavras próprias a partir destas fontes. Nenhum trecho é reproduzido.
O que muda pra você
- Dev
- Não espere padrões globais de avaliação no curto prazo; siga os frameworks das empresas e da UE.
- PM
- Produtos globais vão conviver com regras divergentes entre EUA, UE e China.
- Executivo
- A falta de acordo internacional mantém a regulação de IA fragmentada por país; planeje compliance por mercado.
- Investidor
- O governo americano segue contra freios à IA, o que favorece a expansão dos laboratórios no curto prazo.
- Educador
- Bom caso para comparar as posições de governos e empresas sobre como controlar a IA.